sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!

Folheando a Bíblia deseja a todos
Feliz Ano Novo!
E que o Senhor Deus e Pai,
em Nome do Senhor Jesus Cristo,
nos abençoe e nos dê o desejo de ler a Sua Palavra,
folheando a Bíblia,
todos os dias de nossas vidas.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A carne e o sangue do Filho do Homem

Conforme vimos ontem, os judeus, isto é, os fariseus (cfe. João 8.13), saduceus e aqueles que seguiam suas doutrinas (cfe. Mateus 16.5-12), reagiram ao discurso do Senhor:

“Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. E diziam: Não é este Jesus, o filho de José? Acaso, não lhe conhecemos o pai e a mãe? Como, pois, agora diz: Desci do céu?” (João 6.41, 42).

O Senhor os repreendeu:

“Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.” (João 6.43).

E prosseguiu:

“Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim. Não que alguém tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto. Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.” (João 6.44-47).

Agora, o Senhor retoma o que afirmara anteriormente:

“Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.” (João 6.49-51).

E o discurso do Senhor confunde completamente os opositores:

“Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como pode este dar-nos a comer a sua própria carne?
“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim, e eu, nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá. Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram e, contudo, morreram; quem comer este pão viverá eternamente.” (João 6.53-58).

O evangelista conclui:

“Estas coisas disse Jesus, quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum.” (João 6.59).

O Senhor Jesus ensinava na sinagoga de Cafarnaum. Recordemos o versículo 45 deste capítulo 6:

“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus.” (João 6.45).

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Que é que desde o princípio vos tenho dito? (1)

No capítulo 8, do Evangelho segundo João, lê-se que os fariseus perguntam ao Senhor:

“Quem és tu?” (João 8.25b).

E o Senhor:

“Respondeu-lhes Jesus: Que é que desde o princípio vos tenho dito?”
(João 8.25c).

Uma vez que o Senhor disse que “desde o principio nos tem dito”, vamos, aos poucos, folhear a Bíblia para saber o que o Senhor disse de si mesmo. O principio é o livro de Gênesis. Mas, como estamos em João, vamos começar por aqui.
No capítulo 6, encontramos:

“Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. Porém eu já vos disse que, embora me tenhais visto, não credes. Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu.”
(João 6.35-41).

Apenas uma observação: não devemos esquecer que o apóstolo João era judeu. Portanto, é bom esclarecer que os “judeus” citados no texto escrito por ele são os fariseus (cfe. João 8.13), os saduceus e aqueles que seguiam suas doutrinas, conforme está escrito no Evangelho segundo Mateus:

“Ora, tendo os discípulos passado para o outro lado, esqueceram-se de levar pão.
E Jesus lhes disse: Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.
Eles, porém, discorriam entre si, dizendo: É porque não trouxemos pão.
Percebendo-o Jesus, disse: Por que discorreis entre vós, homens de pequena fé, sobre o não terdes pão? Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos tomastes? Nem dos sete pães para os quatro mil e de quantos cestos tomastes? Como não compreendeis que não vos falei a respeito de pães? E sim: acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.
Então, entenderam que não lhes dissera que se acautelassem do fermento de pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus.” (Mateus 16.5-12).

Enquanto que o Senhor Jesus disse “Eu sou o pão da vida” e “Eu sou o pão que desceu do céu”, vimos que os fariseus murmuravam. Mas, se formos até o final do Evangelho segundo João, ou seja, o capítulo 21, nós leremos o seguinte:

“Nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? Porque sabiam que era o Senhor.” (João 21.12b).

Jesus é o Pão da Vida.
Jesus é o Pão que desceu do Céu.
Jesus é Senhor!

Maranata!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

As obras de Deus

No Evangelho segundo João encontramos esta passagem:

“Quando, pois, viu a multidão que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, tomaram os barcos e partiram para Cafarnaum à sua procura. E, tendo-o encontrado no outro lado do mar, lhe perguntaram: Mestre, quando chegaste aqui?
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes.” (João 6.24-26).

É o acontecimento descrito no mesmo capítulo 6, versículos de 1 ao 14:

“Depois destas coisas, atravessou Jesus o mar da Galiléia, que é o de Tiberíades. Seguia-o numerosa multidão, porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos. Então, subiu Jesus ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos. Ora, a Páscoa, festa dos judeus, estava próxima.
Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer.
Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço.
Um de seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, informou a Jesus: Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente?
Disse Jesus: Fazei o povo assentar-se; pois havia naquele lugar muita relva.
Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil. Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam. E, quando já estavam fartos, disse Jesus aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.
Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido. Vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo.” (João 6.1-14).

E o Senhor conclui, ordenando:

“Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.” (João 6.27).

Os discípulos, então, formulam a questão que está tão “em voga” nos dias de hoje:

“Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado.” (João 6.28, 29).

A resposta do Senhor é direta e objetiva: crer Nele.

Nada foi dito a respeito de contribuir financeiramente para que as obras de Deus sejam realizadas.

Maranata!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Procuremos profetizar

É muito comum encontrar em diversos textos, autores escrevendo o seguinte:

Na Bíblia, livro tal, capítulo tal, versículo tal, recomenda-se fazer tal e qual coisa etc. e tal. Este blog, no entanto, parte do princípio que a Bíblia contém a Palavra do Deus vivo e, por isso, o texto sagrado quando aborda assuntos onde se lê “não faça” ou “faça”, “segui” e assim por diante, significa que não está recomendando coisa alguma; antes, está ordenando.

E, como diz o ditado popular: “Manda quem pode; obedece quem tem juízo”.

Dito isto, vamos ao nosso assunto.
O apóstolo Paulo, em sua Primeira Epístola aos Coríntios, ordena:

“Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis. Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando. O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação.” (1 Coríntios 14.1-5)

Não é necessário consultar o Novo Dicionário Aurélio, onde profetizar significa vaticinar, predizer, anunciar por conjeturas, anunciar antecipadamente, prever, para que haja um bom entendimento do texto sagrado. O próprio apóstolo nos dá o sentido de profetizar. Vejamos o versículo 3:

“Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando.”

Edificar, exortar e consolar os homens, é o sentido que o apóstolo Paulo dá ao verbo profetizar. Nada é dito a respeito de vaticinar, predizer, anunciar por conjeturas, anunciar antecipadamente, prever. Apenas edificar, exortar e consolar os homens.
Edificar, ou seja, promover o crescimento de outros na Palavra de Deus; exortar, isto é, admoestar, encorajar, fortalecer, instruir outros segundo a Palavra de Deus; consolar, ou seja, dirigir-se a alguém por meio de admoestação e incentivo para acalmar, confortar.
Amigos, devemos procurar profetizar.

Desde modo, estaremos atendendo à recomendação do apóstolo Paulo? Certamente que não, estaremos obedecendo à Palavra do Senhor Deus.

Maranata!

sábado, 25 de dezembro de 2010

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Deitado numa manjedoura

No Evangelho segundo Lucas, lê-se:

“Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lucas 2.1-7).

Manjedoura é um “tabuleiro de madeira ou de pedra em que se põe comida para os animais nas estrebarias” (cfe. Dicionário da Bíblia de Almeida; Novo Dicionário Aurélio).

No livro de Isaías, profeta que viveu no século VIII a.C., encontramos a seguinte referência a uma manjedoura:

“Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o SENHOR é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.” (Isaías 1.2, 3).

O Senhor Deus diz que povo não entende. Mas, o boi, o jumento, etc., entendem muito bem. Nenhum presépio, desses que se espalham por este mundo afora, estará completo se não tiver os animaizinhos ao redor. Tem de ter o menino, a mãe, o pai, os magos e, como disse uma conhecida em sua simplicidade:
– Tem de ter os bichinhos!

“... e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lucas 2.7).

Os bichinhos entendem. Eles conhecem o Dono da sua manjedoura!