Mostrando postagens com marcador Fé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fé. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de abril de 2011

Devemos dar o dízimo?

Sobre este assunto que tantas polêmicas causa, além das inverdades amplamente pregadas, O Senhor Jesus Cristo diz o seguinte, no Evangelho de Mateus, capítulo 23, versículo 23:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas! (Mateus 23:23) (Almeida revisada)

Em outra versão:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas. (Mateus 23:23) (Almeida corrigida)

Nestas traduções, assim como nos originais em grego, o texto diz que eles, os escribas e fariseus, não devem desprezar a justiça (ou o juízo), a misericórdia e a fé ("devíeis, porém, fazer estas coisas" ou "deveis, porém, fazer essas coisas") e nem omitir os dízimos ("sem omitir aquelas" ou "não omitir aquelas").

Agora, fica uma pergunta: esses mandamentos do Senhor Jesus foram apenas para os escribas e fariseus?

Vejamos esta outra passagem no mesmo capítulo 23 de Mateus:

Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos:
Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus.
Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem.
(Mateus 23:1-3)

E segue as obras dos escribas e fariseus;

Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.
Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas.
Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens.
Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos.
A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus.
Nem sereis chamados guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo.
Mas o maior dentre vós será vosso servo.
Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.
(Mateus 23:4-12)

Agora, reparem de novo, com atenção, o versículo 1:

Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos
(Mateus 23:1)

Tudo o que Ele falou, o fez "às multidões e aos seus discípulos" e não, diretamente, aos escribas e fariseus.

Deste modo, uma vez que Ele falou aos discípulos, o fez aos daqueles dias e, igualmente, desta época; ou seja, dos dias de hoje.

Portanto, naqueles dias, quem era discípulo do Senhor Jesus, O ouvia e O obedecia. E por que seria diferente hoje?

Volto à pergunta inicial.

Devemos dar o dízimo?

A resposta é: Sim. Devemos, sempre, dar o dízimo.

Maranata!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cura das enfermidades (V)

Para àqueles que afirmam, veementemente, que as orações com súplicas por cura de doenças realizadas pelo próprio enfermo não são atendidas pelo Senhor Deus, com falsos argumentos como aquele excessivamente pregado de que faltaria “fé” ao enfermo, a Palavra de Deus encerra quaisquer falácias com este texto:

“Naqueles dias, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; veio ter com ele o profeta Isaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás.

Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao SENHOR. E disse: Lembra-te, SENHOR, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração e fiz o que era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo.

Então, veio a palavra do SENHOR a Isaías, dizendo: Vai e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; acrescentarei, pois, aos teus dias quinze anos. Livrar-te-ei das mãos do rei da Assíria, a ti e a esta cidade, e defenderei esta cidade. Ser-te-á isto da parte do SENHOR como sinal de que o SENHOR cumprirá esta palavra que falou: eis que farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo sol declinante no relógio de Acaz. Assim, retrocedeu o sol os dez graus que já havia declinado.” (Isaías 38.1-8).

Para encerrar, umas perguntas simples: O Senhor Deus atende às orações feitas pelos próprios enfermos? Mesmo quando eles estão chorando?

[Continua nos próximos capítulos]

domingo, 18 de outubro de 2009

As boas obras

É muito fácil encontrar, dentre aqueles que se identificam como cristãos, pessoas extremamente angustiadas, que passam os seus dias em busca de uma “comunhão perfeita” com Deus. Então, vivem procurando fazer “boas obras”, a fim de alcançar esta comunhão pretendida e assim se aproximarem, mais e mais, do Senhor Deus.
Assim pensam e agem estes irmãos.

Mas, o que nos diz a Palavra de Deus?

“Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras para que ninguém se glorie.” (Efésios 2.8,9)

Vejam bem, meus amigos e irmãos, não há obra que possamos fazer para sermos salvos. É pela graça de Deus que vem a salvação. Nem podemos utilizar a nossa própria fé, ou seja, a fé em nós mesmos, pois a fé, a verdadeira fé, é dom de Deus (E a medida é Ele quem dá!, cfe. Rm 12.3). Pois, como afirma, ainda, a Palavra do Senhor em Efésios 2.10:

“Somos feitos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

Foi o Senhor Deus quem relacionou antecipadamente quais são as obras que Ele considera boas e quer que as façamos.

– Onde encontrar esta relação de obras? – perguntaria o leitor interessado.

Esta relação pode ser encontrada em diversas passagens do Novo Testamento, querido leitor. Vamos lê-lo?

(Leia: Efésios 2.4-10)

[Texto revisado. Publicado originalmente no devocionário Semente de Esperança. Edição da Pastoral Popular Luterana/Editora Sinodal. Santa Catarina, 2000.]

domingo, 4 de outubro de 2009

Tenho fé?

Dentre as inúmeras dúvidas que surgem na cabeça de um cristão, a mais popular é aquela em que ele diz:
– Não tenho fé.

Ou então:
– Não tenho muita fé.

Será que é assim mesmo? Pode um cristão não ter fé? Vamos consultar a Bíblia, a Palavra de Deus.

Na Epístola aos Hebreus, capítulo 11, versículo 1, encontramos a definição de fé:

“Ora, a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”.

E, mais adiante no versículo 6:

“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus”.

Isto é “assustador”! E é aí que a coisa pega...

Alguns cristãos têm sempre a impressão que não estão agradando a Deus. E ficam com aquela dúvida enorme que os vai consumindo, até que chegam a uma conclusão – a grande verdade –, de duas possíveis: a fé deles é pequena; ou, definitivamente, eles não têm fé.

De novo pergunto: será que é assim mesmo? Será esta a “grande verdade”?

Então, muitos oram pedindo fé, ou que Deus aumente-lhes a sua fé. Vivem neste sofrimento, nesta angústia, e não se dão ao trabalho de ler o restante do terrível versículo 6:

“... porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”.

Assim, meu caro amigo, minha cara amiga, se você crê que Deus existe e que Ele vai lhe dar aquilo que você Lhe pede em oração, tenho uma notícia para lhe dar; uma boa nova. Saiba o seguinte:
Você tem fé!

(Leia: Hebreus 11.1-40)

[Texto revisado. Publicado originalmente no devocionário Semente de Esperança. Edição da Pastoral Popular Luterana/Editora Sinodal. Santa Catarina, 2000.]