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domingo, 17 de abril de 2011

A alegria do Senhor é a nossa força

Versículo bastante conhecido, está nesta passagem do livro de Neemias:

Disse-lhes mais: ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força. (Neemias 8:10)

O início do texto acima será comentado posteriormente. Neste momento, ficaremos apenas com a terminação, que é esta ordem: "não vos entristeçais", seguindo-se com a conclusão, objeto deste comentário: "a alegria do SENHOR é a vossa força".

Prefiro "ordem" a "recomendação", porque é assim que se deve entender o que está escrito na Palavra de Deus. São "mandamentos" e não "conselhos", "sugestões" ou coisa que o valha.

Continuando.

"Não vos entristeçais" tem sido entendido e pregado como uma ordem para que se entoe cânticos de louvor ao Senhor Deus. E isto, de certo modo, é verdade. Ficar triste diante do Senhor Deus não resolve a tristeza. Deve-se ter a alegria de se poder estar diante do Trono, sem receios e com segurança.

Uma grande verdade, mas, não é toda a verdade.

Vejamos esta passagem no livro de Provérbios:

Como quem se despe num dia de frio e como vinagre sobre feridas, assim é o que entoa canções junto ao coração aflito. (Provérbios 25:20)

Para os que estão tristes, aflitos, com sofrimentos de qualquer espécie, assim diz a Palavra de Deus:

Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores. (Tiago 5:13)

O Senhor Deus está atento a todas as coisas. Sua Palavra não diz para os que estão sofrendo cantar louvores. "Faça oração" é o que está escrito, ou seja, "fale Comigo!" Observem as passagens a seguir:

Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás. (Salmos 50:14, 15)

Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes. (Jeremias 33:3)

Então, como é que o Senhor poderia ficar alegre e, por conseqüência, nos dar a força que necessitamos, como afirma o livro de Neemias?

A resposta está na Terceira Epístola do apóstolo João:

Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade. (3 João 4)

O filhos de Deus que andam na verdade são os tornam o Senhor Deus alegre. E "a alegria do SENHOR é a nossa força".

O Senhor Jesus disse: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. (João 14:6)

Andar com o Senhor é andar na verdade. Andar com o Senhor é obedecê-Lo e servi-Lo.

Jesus é o Seu Nome! Jesus Cristo é Senhor!

Aleluia! Louvado seja O Nome do Senhor Jesus Cristo!

Maranata!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cura das enfermidades (V)

Para àqueles que afirmam, veementemente, que as orações com súplicas por cura de doenças realizadas pelo próprio enfermo não são atendidas pelo Senhor Deus, com falsos argumentos como aquele excessivamente pregado de que faltaria “fé” ao enfermo, a Palavra de Deus encerra quaisquer falácias com este texto:

“Naqueles dias, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; veio ter com ele o profeta Isaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás.

Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao SENHOR. E disse: Lembra-te, SENHOR, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração e fiz o que era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo.

Então, veio a palavra do SENHOR a Isaías, dizendo: Vai e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; acrescentarei, pois, aos teus dias quinze anos. Livrar-te-ei das mãos do rei da Assíria, a ti e a esta cidade, e defenderei esta cidade. Ser-te-á isto da parte do SENHOR como sinal de que o SENHOR cumprirá esta palavra que falou: eis que farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo sol declinante no relógio de Acaz. Assim, retrocedeu o sol os dez graus que já havia declinado.” (Isaías 38.1-8).

Para encerrar, umas perguntas simples: O Senhor Deus atende às orações feitas pelos próprios enfermos? Mesmo quando eles estão chorando?

[Continua nos próximos capítulos]

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O final da história (III)

Setembro de 2006, manhã de sol num sábado, minha esposa saíra para fazer umas comprinhas e eu mexia e remexia em arquivos no computador quando a dor no peito, que sentia desde cedo, aumentou muito, apesar do remédio contra gazes que tomara antes, num autodiagnóstico obviamente errado. Junto com esta dor, observei outros sintomas presentes (Não vou descrevê-los aqui para não motivar os hipocondríacos crônicos...).
Fiz outro autodiagnóstico e, em primeiro lugar, clamei por socorro ao Senhor Deus, enquanto desligava o computador. A seguir, me dirigi ao banheiro para aliviar o ventre (como o rei Saul – cfe. 1 Samuel 24.3 – e todos nós...) e tomar banho. Tomei uma aspirina, me vesti, e liguei para o celular de minha esposa, pedindo-lhe que viesse para casa. Depois, telefonei para um hospital solicitando atendimento de emergência. Novamente avisei minha esposa o que fizera e fiquei aguardando a chegada do socorro médico.
Tudo isso se deu comigo em permanente oração.
Pelo interfone, falei com o porteiro para deixar o pessoal subir assim que chegasse, sem me avisar. Foi em vão, pois, apesar do meu pedido, o interfone tocou. E o porteiro:
– Doutor, tem um médico aqui. Pode subir?
– Pode, seu Fulano...
Abri a porta do apartamento e nós dois – a tal dor e o degas aqui – permanecemos ali, juntinhos, esperando a chegada da equipe médica.
Ao sair do elevador, eles me viram e foram logo perguntando:
– Onde está o paciente?
– Aqui, doutor. Sou eu. Deixe-me assumir meu papel.
A equipe me olhou espantada, enquanto eu me deitava no sofá. O eletrocardiograma acusou enfarte e, com isto, foram tomadas as providências médicas cabíveis, como é de praxe nesses casos. Neste ínterim, minha esposa chegou e assumiu a parte burocrática.
Fui colocado numa maca e, rapidamente, posto na ambulância. E esta, também rapidamente, partiu “aos berros”, correndo como se disputasse a “pole position” no circuito de Indianápolis. Não tive dúvidas, pedi ao médico para que nossa condução fosse mais devagar:
– Assim vou ter um enfarte, doutor – disse.
O médico apesar de ter um olhar assustado desde o momento de nosso primeiro encontro, sem esboçar ao menos o mais leve sorriso, atendeu prontamente ao meu pedido.
Esse olhar do doutor me causava certo terror. E eu pensava:
– A coisa vai mal pro meu lado...
No hospital o “certo terror” desapareceu. Os médicos fizeram um novo eletrocardiograma e constataram que o enfarte tinha cessado. Glória a Deus!
O único porém foi que o hospital não era coberto pelo nosso plano de saúde. Porém, outra vez, depois de uma verdadeira batalha de um dia travada por minha esposa, com a solução trazida por uma jovem serva do Senhor, fui transferido para outro hospital; este, do nosso plano de saúde. Glória a Deus!
E foi-se o primeiro dia desta jornada. As vinte e quatro e tantas horas de burocracia fizeram com que morrêssemos numa graninha preta...
Fiquei internado por 12 dias; os médicos fizeram um cateterismo e, a seguir, uma angioplastia, quando colocaram dois stents numa de minhas artérias. Se os leitores não se incomodarem, não farei um relato deste momento, novamente por causa dos nossos queridos hipocondríacos crônicos...
Dito isto, concluo que este, também, não é o final da história.

“... invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.” (Salmos 50.15).

[Continua nos próximos capítulos]