domingo, 9 de outubro de 2011

Autoridade dos apóstolos – 3

“Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas.” (Atos 1:1, 2)

O Senhor Jesus escolheu os Seus apóstolos, em número de 12, como vimos anteriormente. Um deles, Judas Iscariotes o traiu. O apóstolo Pedro liderou um sorteio para eleger o 12º em seu lugar. A sorte caiu sobre Matias. Mas, o Senhor, pessoalmente, elegeu Saulo de Tarso - Paulo, como o 12º apóstolo. Nem todos o aceitaram, porque ele tinha uma história anterior terrível como perseguidor dos cristãos e o seu chamado fora feito depois da ascensão do Senhor, através de uma visão.
Na Segunda Epístola aos Coríntios, capítulo 10, o apóstolo Paulo permanece na defesa de sua autoridade apostólica. Como sempre, apresentada aqui em três versões da tradução de Almeida da Bíblia.

“Nós, porém, não nos gloriaremos sem medida, mas respeitamos o limite da esfera de ação que Deus nos demarcou e que se estende até vós. Porque não ultrapassamos os nossos limites como se não devêssemos chegar até vós, posto que já chegamos até vós com o evangelho de Cristo; não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios e tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos sobremaneira engrandecidos entre vós, dentro da nossa esfera de ação, a fim de anunciar o evangelho para além das vossas fronteiras, sem com isto nos gloriarmos de coisas já realizadas em campo alheio. Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor. Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva.” (2 Coríntios 10:13-18 RA)

“Porém não nos gloriaremos fora de medida, mas conforme a reta medida que Deus nos deu, para chegarmos até vós; porque não nos estendemos além do que convém, como se não houvéssemos de chegar até vós, pois já chegamos também até vós no evangelho de Cristo; não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios; antes, tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos abundantemente engrandecidos entre vós, conforme a nossa regra, para anunciar o evangelho nos lugares que estão além de vós e não em campo de outrem, para nos não gloriarmos no que estava já preparado. Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor. Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva.” (2 Coríntios 10:1-18 RC)

“Nós não vamos nos orgulhar além de certos limites. Deus é quem põe os limites no nosso campo de trabalho, e ele nos deixou chegar até vocês em Corinto. Desde que vocês estão dentro desses limites, não fomos além deles quando chegamos até aí levando o evangelho de Cristo. Assim não nos orgulhamos do trabalho que outros têm feito em lugares que vão além dos limites que Deus nos deu. Pelo contrário, esperamos que a fé que vocês têm possa crescer e que nós possamos fazer um trabalho ainda maior entre vocês, sempre dentro dos limites que Deus tem posto para nós. Então poderemos anunciar o evangelho em outras regiões além daquela onde vocês moram. Isso sem entrar em campos de outras pessoas, para não nos orgulharmos do trabalho feito por elas. Como dizem as Escrituras Sagradas: ‘Quem quiser se orgulhar, que se orgulhe daquilo que o Senhor faz.’ Pois a pessoa só é aprovada quando o Senhor a aprova e não quando é aprovada por si mesma.” (2 Coríntios 10:13-18 NTLH)

Abreviaturas:
RA – Almeida Revista e Atualizada
RC – Almeida Revista e Corrigida
NTLH – Nova Tradução na Linguagem de Hoje

[A seguir: Autoridade dos apóstolos - 4)

sábado, 8 de outubro de 2011

Autoridade dos apóstolos – 2

“Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas.” (Atos 1:1, 2)

O Senhor Jesus escolheu os Seus apóstolos, em número de 12, como vimos anteriormente. Um deles, Judas Iscariotes o traiu. O apóstolo Pedro liderou um sorteio para eleger o 12º em seu lugar. A sorte caiu sobre Matias. Mas, o Senhor, pessoalmente, elegeu Saulo de Tarso - Paulo, como o 12º apóstolo. Nem todos o aceitaram, porque ele tinha uma história anterior terrível como perseguidor dos cristãos e o seu chamado fora feito depois da ascensão do Senhor, através de uma visão.
Na Segunda Epístola aos Coríntios, capítulo 10, o apóstolo Paulo continua a defesa de sua autoridade apostólica (Em três versões da tradução de Almeida da Bíblia).

“Observai o que está evidente. Se alguém confia em si que é de Cristo, pense outra vez consigo mesmo que, assim como ele é de Cristo, também nós o somos. Porque, se eu me gloriar um pouco mais a respeito da nossa autoridade, a qual o Senhor nos conferiu para edificação e não para destruição vossa, não me envergonharei, para que não pareça ser meu intuito intimidar-vos por meio de cartas. As cartas, com efeito, dizem, são graves e fortes; mas a presença pessoal dele é fraca, e a palavra, desprezível. Considere o tal isto: que o que somos na palavra por cartas, estando ausentes, tal seremos em atos, quando presentes.”
“Porque não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos; mas eles, medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez.” (2 Coríntios 10:7-12 RA)

“Olhais para as coisas segundo a aparência? Se alguém confia de si mesmo que é de Cristo, pense outra vez isto consigo: assim como ele é de Cristo, também nós de Cristo somos. Porque, ainda que eu me glorie mais alguma coisa do nosso poder, o qual o Senhor nos deu para edificação e não para vossa destruição, não me envergonharei, para que não pareça como se quisera intimidar-vos por cartas. Porque as suas cartas, dizem, são graves e fortes, mas a presença do corpo é fraca, e a palavra, desprezível. Pense o tal isto: quais somos na palavra por cartas, estando ausentes, tais seremos também por obra, estando presentes.”
“Porque não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos; mas esses que se medem a si mesmos e se comparam consigo mesmos estão sem entendimento.” (2 Coríntios 7:1-12 RC)

“Vocês julgam as coisas pela aparência. Se uma pessoa tem certeza de que pertence a Cristo, deve pensar de novo a respeito disso, pois nós também pertencemos a Cristo, tanto quanto essa pessoa. O Senhor Jesus me deu autoridade sobre vocês, não para destruí-los, mas para fazê-los crescer espiritualmente. E, embora eu tenha me orgulhado um pouco demais da minha autoridade, não tenho nada de que me envergonhar. Não quero que pareça que estou tentando assustar vocês com as minhas cartas. Alguém vai dizer: ‘As cartas de Paulo são severas e duras; mas, quando ele está conosco, é tímido e, quando fala, é um fracasso. Porém essa pessoa deve saber que não existe diferença entre o que escrevemos nas cartas, quando estamos longe, e o que fazemos, quando estamos aí com vocês.’”
“É claro que não nos atrevemos a nos igualar ou a nos comparar com aqueles que pensam que são tão importantes. Como são ignorantes! Primeiro eles resolvem quais as medidas que irão usar para se medir e depois eles se julgam de acordo com essas mesmas medidas.” (2 Coríntios 10:7-12 NTLH)

Abreviaturas:
RA – Almeida Revista e Atualizada
RC – Almeida Revista e Corrigida
NTLH – Nova Tradução na Linguagem de Hoje

[A seguir: Autoridade dos apóstolos - 3)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Autoridade dos apóstolos – 1

“Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas.” (Atos 1:1, 2)

O Senhor Jesus escolheu os Seus apóstolos, em número de 12, como vimos anteriormente. Um deles, Judas Iscariotes o traiu. O apóstolo Pedro liderou um sorteio para eleger o 12º em seu lugar. A sorte caiu sobre Matias. Mas, o Senhor, pessoalmente, elegeu Saulo de Tarso - Paulo, como o 12º apóstolo. Nem todos o aceitaram, porque ele tinha uma história anterior terrível como perseguidor dos cristãos e o seu chamado fora feito depois da ascensão do Senhor, através de uma visão.
Na Segunda Epístola aos Coríntios, capítulo 10, o apóstolo Paulo defende sua autoridade apostólica (Apresentada aqui em três versões da tradução de Almeida da Bíblia).

“E eu mesmo, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde; mas, quando ausente, ousado para convosco, sim, eu vos rogo que não tenha de ser ousado, quando presente, servindo-me daquela firmeza com que penso devo tratar alguns que nos julgam como se andássemos em disposições de mundano proceder. Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.” (2 Coríntios 10:1-6 RA)

“Além disso, eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e benignidade de Cristo, eu que, na verdade, quando presente entre vós, sou humilde, mas ausente, ousado para convosco; rogo-vos, pois, que, quando estiver presente, não me veja obrigado a usar com confiança da ousadia que espero ter com alguns que nos julgam como se andássemos segundo a carne. Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo, e estando prontos para vingar toda desobediência, quando for cumprida a vossa obediência.” (2 Coríntios 10:1-6 RC)

“Dizem que eu sou humilde quando estou com vocês, mas duro quando estou longe. Pois eu, Paulo, faço este apelo a vocês em nome de Cristo, que foi carinhoso e bondoso. Quando eu for aí, não me obriguem a ser duro. Pois eu tenho certeza de que posso agir com dureza contra os que afirmam que fazemos as coisas por motivos humanos. É claro que somos humanos, mas não lutamos por motivos humanos. As armas que usamos na nossa luta não são do mundo; são armas poderosas de Deus, capazes de destruir fortalezas. E assim destruímos idéias falsas e também todo orgulho humano que não deixa que as pessoas conheçam a Deus. Dominamos todo pensamento humano e fazemos com que ele obedeça a Cristo. E, quando vocês provarem que são obedientes, estaremos prontos para castigar qualquer desobediência.” (2 Coríntios 10: 1-6 NTLH)

Abreviaturas:
RA – Almeida Revista e Atualizada
RC – Almeida Revista e Corrigida
NTLH – Nova Tradução na Linguagem de Hoje

[A seguir: Autoridade dos apóstolos - 2)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A escolha do 12º apóstolo – 3

“Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas.” (Atos 1:1, 2)

O Senhor Jesus escolheu os Seus apóstolos. Paulo, autor de treze epístolas do Novo Testamento, assim se identifica aos leitores em nove delas.
Na primeira:

“Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, ...” (Romanos 1:1)
“Dirijo-me a vós outros, que sois gentios! Visto, pois, que eu sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério, ...” (Romanos 11:13)

E na segunda:

“Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Jesus Cristo, e o irmão Sóstenes, ...” (1 Coríntios 1:1)
“Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.” (1 Coríntios 4:9)
“Não sou eu, porventura, livre? Não sou apóstolo? Não vi Jesus, nosso Senhor? Acaso, não sois fruto do meu trabalho no Senhor? Se não sou apóstolo para outrem, certamente, o sou para vós outros; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.” (1 Coríntios 9:1, 2)
“E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?” (1 Coríntios 9:5)
“Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.” (1 Coríntios 15:9)

Na terceira:

“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos em toda a Acaia, ...” (2 Coríntios 1:1)

Na quarta:

“Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos, ...” (Gálatas 1:1)

Na quinta:

“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus, ...” (Efésios 1:1)

Na sexta:

“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por vontade de Deus, e o irmão Timóteo, ...” (Colossenses 1:1)

Na sétima:

“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo mandato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança, ...” (1 Timóteo 1:1)
“Para isto fui designado pregador e apóstolo (afirmo a verdade, não minto), mestre dos gentios na fé e na verdade.” (1 Timóteo 2:7)

Na oitava:

“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus, de conformidade com a promessa da vida que está em Cristo Jesus, ...” (2 Timóteo 1:1)
“... para o qual eu fui designado pregador, apóstolo e mestre...” (2 Timóteo 1:11)

Na nona:

“Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade, ...” (Tito 1:1)

“Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Jesus Cristo”, “não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai”; “Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo.”
Paulo de Tarso, o 12º apóstolo.

[A seguir: Autoridade dos apóstolos - 1)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A escolha do 12º apóstolo – 2

“Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas.” (Atos 1:1, 2)

Como temos visto, o Senhor Jesus escolheu os Seus apóstolos. No livro de Atos, encontra-se na passagem a seguir: 

“Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém. Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer. Os seus companheiros de viagem pararam emudecidos, ouvindo a voz, não vendo, contudo, ninguém. Então, se levantou Saulo da terra e, abrindo os olhos, nada podia ver. E, guiando-o pela mão, levaram-no para Damasco. Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.

A narrativa prossegue com a presença do Senhor Jesus.

Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: Ananias! Ao que respondeu: Eis-me aqui, Senhor! Então, o Senhor lhe ordenou: Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando e viu entrar um homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a vista. Ananias, porém, respondeu: Senhor, de muitos tenho ouvido a respeito desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; e para aqui trouxe autorização dos principais sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome. Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome. Então, Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos, dizendo: Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo. Imediatamente, lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e tornou a ver. A seguir, levantou-se e foi batizado. E, depois de ter-se alimentado, sentiu-se fortalecido. Então, permaneceu em Damasco alguns dias com os discípulos. E logo pregava, nas sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus. Ora, todos os que o ouviam estavam atônitos e diziam: Não é este o que exterminava em Jerusalém os que invocavam o nome de Jesus e para aqui veio precisamente com o fim de os levar amarrados aos principais sacerdotes? Saulo, porém, mais e mais se fortalecia e confundia os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo.

Vimos acima que o Senhor escolhe Saulo, que é o nome hebraico de Paulo (A partir de Atos 13.13 em diante ele é chamado de Paulo), diz o que ele fará e sofrerá pelo Seu Nome, Jesus. E o ministério de Paulo de Tarso inicia-se conforme o Senhor dissera.

Decorridos muitos dias, os judeus deliberaram entre si tirar-lhe a vida; porém o plano deles chegou ao conhecimento de Saulo. Dia e noite guardavam também as portas, para o matarem. Mas os seus discípulos tomaram-no de noite e, colocando-o num cesto, desceram-no pela muralha. Tendo chegado a Jerusalém, procurou juntar-se com os discípulos; todos, porém, o temiam, não acreditando que ele fosse discípulo. Mas Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos; e contou-lhes como ele vira o Senhor no caminho, e que este lhe falara, e como em Damasco pregara ousadamente em nome de Jesus. Estava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, pregando ousadamente em nome do Senhor. Falava e discutia com os helenistas; mas eles procuravam tirar-lhe a vida. Tendo, porém, isto chegado ao conhecimento dos irmãos, levaram-no até Cesaréia e dali o enviaram para Tarso. A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número.” (Atos 9:1-31)

[A seguir: A escolha do 12º apóstolo - 3)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A escolha do 12º apóstolo - 1

“Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas.” (Atos 1:1, 2)

Como vimos anteriormente, o Senhor Jesus escolheu os Seus apóstolos. E é deste modo que Pedro se apresenta em suas duas epístolas:

“Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, ...” (1 Pedro 1:1)

“Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, ...” (2 Pedro 1:1)

Após a ascensão do Senhor, os discípulos aguardavam o cumprimento de Sua promessa. Entre eles, os apóstolos, onze somente, depois da traição de Judas. O apóstolo Pedro (como se identifica no início de suas duas epístolas citadas acima), com autoridade que lhe foi dada pelo Senhor (cfe. Mateus 10:1-4; Marcos 3:13-19; Lucas 6:12-16), toma a iniciativa e promove um sorteio para a escolha do nome que faltava para completar a quantidade que o Senhor escolhera; ou seja, doze.

“Naqueles dias, levantou-se Pedro no meio dos irmãos (ora, compunha-se a assembléia de umas cento e vinte pessoas) e disse: Irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo proferiu anteriormente por boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus, porque ele era contado entre nós e teve parte neste ministério. (Ora, este homem adquiriu um campo com o preço da iniqüidade; e, precipitando-se, rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram; e isto chegou ao conhecimento de todos os habitantes de Jerusalém, de maneira que em sua própria língua esse campo era chamado Aceldama, isto é, Campo de Sangue.) Porque está escrito no Livro dos Salmos: Fique deserta a sua morada; e não haja quem nela habite; e: Tome outro o seu encargo. É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição.
Então, propuseram dois: José, chamado Barsabás, cognominado Justo, e Matias. E, orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual destes dois tens escolhido para preencher a vaga neste ministério e apostolado, do qual Judas se transviou, indo para o seu próprio lugar. 
E os lançaram em sortes, vindo a sorte recair sobre Matias, sendo-lhe, então, votado lugar com os onze apóstolos.” (Atos 1:15-26)

Foi escolhido Matias. Curiosamente, o texto não o classifica como apóstolo, um dos doze. Mas assim diz: “sendo-lhe, então, votado lugar com os onze apóstolos.”

[A seguir: A escolha do 12º apóstolo - 2)

sábado, 1 de outubro de 2011

A escolha dos apóstolos

“Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas.” (Atos 1:1, 2)

O Senhor Jesus escolheu, pessoalmente, os apóstolos, conforme podemos ver na passagem acima. Nos textos que se seguem, vê-se que Ele escolheu apenas doze dentre os discípulos e os chamou de apóstolos. E lhes deu autoridade para pregar o Reino de Deus, curar enfermos e expelir demônios.

“Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.” (Mateus 10:1-4)

“Depois, subiu ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele. Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar e a exercer a autoridade de expelir demônios.
Eis os doze que designou: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer: filhos do trovão; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.” (Marcos 3:13-19)

“Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.” (Lucas 6:12-16)

“Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas. Também os enviou a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos. E disse-lhes: Nada leveis para o caminho: nem bordão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem deveis ter duas túnicas. Na casa em que entrardes, ali permanecei e dali saireis. E onde quer que não vos receberem, ao sairdes daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles. Então, saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte.” (Lucas 9:1-6)

Nos dois versículos abaixo, é narrada a volta dos doze apóstolos.

“Voltaram os apóstolos à presença de Jesus e lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado.” (Marcos 6:30)

“Ao regressarem, os apóstolos relataram a Jesus tudo o que tinham feito. E, levando-os consigo, retirou-se à parte para uma cidade chamada Betsaida.” (Lucas 9:10)

Para terminar, vejamos este trecho no Evangelho de Lucas, onde o Senhor põe-se à mesa para a Páscoa.

“E, indo, tudo encontraram como Jesus lhes dissera e prepararam a Páscoa. Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos.” (Lucas 22:13, 14)

Com o Senhor Jesus estavam doze dos seus discípulos; apenas doze, os apóstolos que Ele escolhera.

[A seguir: A escolha do 12º apóstolo - 1)