sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A primeira comunidade cristã

Em dois pequenos trechos nos capítulos 2 e 4 do livro de Atos dos Apóstolos, há descrições do modo como vivia a primeira comunidade cristã, ou, como se diz hoje em dia, a primeira igreja cristã. O local era Jerusalém, onde ocorreram as primeiras conversões e onde todos permaneceram:

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2.42-47).

E mais adiante:

“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade.” (Atos 4.32-35).

A comunidade ideal. Os cristãos de todos os tempos ficam com água na boca! Todos juntos, alegres, as necessidades supridas e muitos sinais e prodígios. Que maravilha!

No entanto, na Palavra do Senhor, no Evangelho segundo Mateus, lê-se o seguinte:

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 28. 18-20).

No Evangelho segundo Marcos, lê-se:

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16. 15).

No Evangelho segundo Lucas, lê-se:

“Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas. Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lucas 24. 45-49).

O que foi dito em Lucas é completado no livro de Atos dos Apóstolos:

“Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos.” (Atos 1. 6-9).

A ordem do Senhor Jesus foi clara: ir por todo o mundo.

Então, a primeira comunidade cristã, comunidade ideal, responsável pelos cristãos de todos os tempos ficarem com água na boca, por estarem todos juntos, alegres, com as necessidades supridas e muitos sinais e prodígios (Que maravilha!) estava em... desobediência! Desobediência pelo fato de todos permanecerem em Jerusalém.

O que aconteceu depois foi o seguinte:

“Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria.” (Atos 8.1b).

E a ordem do Senhor começou a ser cumprida.

E hoje: está sendo cumprida?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Somos cabeça e não cauda

Esta é uma expressão bastante “popular”, apregoada a torto e a direito entre os cristãos como se fosse uma bênção automática. É uma promessa feita pelo Senhor Deus, encontrada no capítulo 28 do livro de Deuteronômio. Neste capítulo, juntamente com o trecho que se acha no livro de Levítico, capítulo 26, versículos de 3 a 46, é onde são descritas as bênçãos e maldições. E, por último, estas maldições são citadas na Epístola de Paulo aos Gálatas, capítulo 3, versículos 13 e 14, como “maldição da lei”:

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.” (Gálatas 3.13, 14).

O capítulo 28 de Deuteronômio começa com as bênçãos do Senhor Deus, deste modo:

“Se atentamente ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, o SENHOR, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra. Se ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos: ...” (Deuteronômio 28.1, 2).

E a promessa, excessivamente “popular”, está no versículo 13:

“O SENHOR te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do SENHOR, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.” (Deuteronômio 28.13).

É necessário destacar, mais uma vez, que a “popular” bênção não é automática. Como todas as bênçãos do Senhor Deus, de Gênesis a Apocalipse, há condições a serem observadas: dar ouvidos a Sua voz e cumprir os Seus mandamentos e estatutos. Observem que a partir do versículo 15 o vento muda completamente e vêm as maldições:

“Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão:...” (Deuteronômio 28.15).

E por fim, em vez de ser cabeça, cauda:

“O estrangeiro que está no meio de ti se elevará mais e mais, e tu mais e mais descerás. Ele te emprestará a ti, porém tu não lhe emprestarás a ele; ele será por cabeça, e tu serás por cauda.
Todas estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído, porquanto não ouviste a voz do SENHOR, teu Deus, para guardares os mandamentos e os estatutos que te ordenou.” (Deuteronômio 28.43-45).

O “estrangeiro” é que será cabeça.

Nada mais a acrescentar.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O final da história (V)

O Senhor Deus prometeu a Abraão (ou Abrão) que dele faria uma grande nação e lhe ordena que saia de sua terra e vá “para a terra que te mostrarei”. Abraão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã (cfe. Gênesis 12.1-4). Sua esposa, Sara (ou Sarai), que tinha cerca de sessenta e cinco anos, era estéril, não tinha filhos (Gênesis 11.30).
Por diversas vezes o Senhor Deus fala a Abraão e lhe promete um filho. Quando Abraão já tinha noventa e nove anos, o Senhor mais uma vez aparece:

Disse também Deus a Abraão: A Sarai, tua mulher, já não lhe chamarás Sarai, porém Sara. Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela.” (Gênesis 17.15, 16).

Abraão nada diz; apenas pensa:

Então, se prostrou Abraão, rosto em terra, e se riu, e disse consigo: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara com seus noventa anos? (Gênesis 17.17).

E fala:

Disse Abraão a Deus: Tomara que viva Ismael diante de ti. (Gênesis 17.18).

O Senhor ouviu o pensamento de Abraão (Somente Deus pode ler o pensamento):

"Deus lhe respondeu: De fato, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência. (Gênesis 17.19).

E o Senhor continua:

Quanto a Ismael, eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação. A minha aliança, porém, estabelecê-la-ei com Isaque, o qual Sara te dará à luz, neste mesmo tempo, daqui a um ano.(Gênesis 17.20, 21).

A promessa do Senhor se cumpre:

Visitou o SENHOR a Sara, como lhe dissera, e o SENHOR cumpriu o que lhe havia prometido.
Sara concebeu e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe falara.
Ao filho que lhe nasceu, que Sara lhe dera à luz, pôs Abraão o nome de Isaque.
Abraão circuncidou a seu filho Isaque, quando este era de oito dias, segundo Deus lhe havia ordenado.
Tinha Abraão cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.
E disse Sara: Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo.
E acrescentou: Quem teria dito a Abraão que Sara amamentaria um filho? Pois na sua velhice lhe dei um filho.
Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, deu Abraão um grande banquete.” (Gênesis 21.1-8).

Vinte e cinco anos após sair de Harã, Sara, esposa de Abraão dá a luz a Isaque.

Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas.” (Lucas 1.37).

Por diversas vezes o Senhor Deus, em Nome de Jesus, me prometeu a cura de todas as minhas enfermidades.
Não sou um doente; estou enfermo. Mas, em Nome do Senhor Jesus, ficarei completamente curado. Glória a Deus!

Este é o final da história.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cura das enfermidades (VI)

O rei Ezequias louva ao Senhor Deus:

Cântico de Ezequias, rei de Judá, depois de ter estado doente e se ter restabelecido:
Eu disse: Em pleno vigor de meus dias, hei de entrar nas portas do além; roubado estou do resto dos meus anos.
Eu disse: já não verei o SENHOR na terra dos viventes; jamais verei homem algum entre os moradores do mundo.
A minha habitação foi arrancada e removida para longe de mim, como a tenda de um pastor; tu, como tecelão, me cortarás a vida da urdidura, do dia para a noite darás cabo de mim.
Espero com paciência até à madrugada, mas ele, como leão, me quebrou todos os ossos; do dia para a noite darás cabo de mim.
Como a andorinha ou o grou, assim eu chilreava e gemia como a pomba; os meus olhos se cansavam de olhar para cima. Ó Senhor, ando oprimido, responde tu por mim.
Que direi? Como prometeu, assim me fez; passarei tranqüilamente por todos os meus anos, depois desta amargura da minha alma.
Senhor, por estas disposições tuas vivem os homens, e inteiramente delas depende o meu espírito; portanto, restaura-me a saúde e faze-me viver.
Eis que foi para minha paz que tive eu grande amargura; tu, porém, amaste a minha alma e a livraste da cova da corrupção, porque lançaste para trás de ti todos os meus pecados.
A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova.
Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço; o pai fará notória aos filhos a tua fidelidade.
O SENHOR veio salvar-me; pelo que, tangendo os instrumentos de cordas, nós o louvaremos todos os dias de nossa vida, na Casa do SENHOR. (Isaías 38.9-20).

E o texto sagrado conclui:

Ora, Isaías dissera: Tome-se uma pasta de figos e ponha-se como emplasto sobre a úlcera; e ele recuperará a saúde. Também dissera Ezequias: Qual será o sinal de que hei de subir à Casa do SENHOR?(Isaías 38.21, 22).

Para encerrar, repito as perguntas simples: O Senhor Deus atende às orações feitas pelos próprios enfermos? Mesmo quando eles estão chorando?

[Continua nos próximos capítulos]

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cura das enfermidades (V)

Para àqueles que afirmam, veementemente, que as orações com súplicas por cura de doenças realizadas pelo próprio enfermo não são atendidas pelo Senhor Deus, com falsos argumentos como aquele excessivamente pregado de que faltaria “fé” ao enfermo, a Palavra de Deus encerra quaisquer falácias com este texto:

Naqueles dias, Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; veio ter com ele o profeta Isaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás.

Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao SENHOR. E disse: Lembra-te, SENHOR, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração e fiz o que era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo.

Então, veio a palavra do SENHOR a Isaías, dizendo: Vai e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; acrescentarei, pois, aos teus dias quinze anos. Livrar-te-ei das mãos do rei da Assíria, a ti e a esta cidade, e defenderei esta cidade. Ser-te-á isto da parte do SENHOR como sinal de que o SENHOR cumprirá esta palavra que falou: eis que farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo sol declinante no relógio de Acaz. Assim, retrocedeu o sol os dez graus que já havia declinado. (Isaías 38.1-8).

Para encerrar, umas perguntas simples: O Senhor Deus atende às orações feitas pelos próprios enfermos? Mesmo quando eles estão chorando?

[Continua nos próximos capítulos]

domingo, 12 de dezembro de 2010

O final da história (IV)

Diversos são meus problemas de saúde; mais diversa ainda é a medicação que tomo diariamente. As despesas mensais de minha família com a saúde são altas; alcançam mais de três salários mínimos no valor atual. Aviso aos navegantes internetianos que chamo de minha família, minha esposa e eu. E a maior parte desses gastos familiares é comigo, com remédios e similares. É barra!
Mas, nem tudo são espinhos. Tem aqueles optimistas que nos “estimulam”. Quando encontramos um conhecido de longa data (pode ser um dos nossos “irmãos” Elifaz, Bildade ou Zofar, cfe. Livro de Jó), ouvimos este comentário ou semelhante:
– Você está muito bem. Que sintoma? Nem se nota...
Depois, nos vêm com um texto que contém frases ricas como estas:
– Ora, já tem cura. Eu li (em um artigo, quase sempre na internet) ou vi no noticiário da televisão (informação confiável, sem dúvidas), que as pesquisas com blablablá (leia-se terapia tal, medicamento tal, cirurgia tal) estão muito adiantadas. Por que você não experimenta? Conhece fulano? Ele está ótimo depois que blablabláou (leia-se terapia tal, medicamento tal, cirurgia tal). Antes, a situação era muito difícil. Mas, hoje em dia, com o avanço da ciência...
Pois é, não é?...
Eu e minha família chegamos à conclusão que gastamos nosso rico dinheirinho (!) com aquilo que não é pão.

“Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.” (Isaías 55.2).

Será este texto sagrado apropriado para o nosso caso?
Quem está acompanhando esta novela desde o primeiro capítulo, talvez esteja pensando em voz alta:
– Coitados...
Apesar de autor do texto desta novela e protagonista “principal” (Como se costuma dizer nos meios de comunicação. Aviso aos navegantes internetianos que o vocábulo protagonista se refere à personagem principal...), também sou um dos poucos leitores (é verdade, mas um leitor assíduo...) que acompanha este drama pessoal e familiar, fazendo parte deste pequeno coro das pensantes vozes altas. Estou com os demais cantantes:
– Coitados...
Este, ainda, não é o final da história.

[Continua nos próximos capítulos]

sábado, 11 de dezembro de 2010

Cura das enfermidades (IV)

A todos aqueles que temem ao Senhor Deus peço que leiam:

“Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia; quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.”
“O SENHOR faz justiça e julga a todos os oprimidos.” (Salmos 103.1-6).

E a conclusão:

“Nos céus, estabeleceu o SENHOR o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo. Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos, valorosos em poder, que executais as suas ordens e lhe obedeceis à palavra. Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade. Bendizei ao SENHOR, vós, todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR.” (Salmos 103.19-22).

E nós, que fazemos a Sua vontade, digamos a uma só voz:

Bendize, ó minha alma, ao SENHOR!

[Continua nos próximos capítulos]